• Barracão de M Waldemar
     Visita de João Grande
    Liberdade, 1953

    M João Grande: «Ia sempre lá em Valdemar. A coisa pegava fogo. Misericórdia! Só tinha cobra criada ali. Era Evanir, Tatá, Bom Cabelo, Chita Macário, Sete Molas, Zacarias. Todos eram cobras criadíssimas. Quando eu tava com três meses de capoeira e me jogaram fora da roda lá no barracão. Antônio Cabeceiro era perverso como quê. Eu tava jogando com Evanir. O jogo pegando com Evanir e ele aí comprou o jogo sem eu ver, exatamente na hora em que eu dei uma meia lua de costas sem olhar, ele aí me jogou fora da roda, no meio da rua. Nem vi. Me sujei todo e tive que ir embora. No outro domingo fui de novo. Ele entrou e eu dei uma rasteira nele, ele se saiu e devolveu a rasteira e eu pisei na perna dele que rasgou a calça de cima de baixo. Ele aí ficou maluco de lá pra cá e depois... priii apitaram para parar a roda. Lá tinha apito. [..] um velho que tinha lá. Ele apitava para parar ou para começar.»

    Entrevista a Abelha (Poloca), 1 de setembro de 2004


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