• Bigode, Salvador
     João Grande começou aprender com ele
    1953

    Era 1953 e ele [M João Grande] tinha 20 anos. Viu uma roda de capoeira, era de João Pequeno. O outro João já jogava há dois anos na Academia de Pastinha. «João onde é sua academia?» «No Candeal Pequeno». «Quais são os dias?» «Domingo pela tarde, terça e sexta à noite». «Quanto paga?» 2 mil réis (ganhava 10 por mês). No outro domingo foi lá se matricular.

    Tribuna da Bahia, 1988

    [M João Grande:] «Eu cheguei em Salvador em 1953, foi quando eu descobri a capoeira. Já tinha completado 20 anos. Aí cheguei lá embaixo e encontrei a capoeira.

    [..]

    Depois que eu cheguei na Bahia com vinte anos, passei um ano e depois eu cheguei lá embaixo e via a rodinha na Roça do Lobo. Desci, fui lá e perguntei: "É capoeira". Na hora um cara fez o corta-capim. Pensei: Ah, é o que o senhor me disse que era dança de nego nagô. Onde é que aprende? Ele disse assim: "Lá em Brotas, com Mestre Pastinha". E como é que eu chego? "Fala com o João que ele leva você lá".

    [..]

    Outra hora eu falei com ele. "Você me espera aqui uma hora que eu passo e pego você pra gente ir lá em Brotas". Em 1950 tinha bonde. Ele me levou lá pro finzinho de Brotas, no Candeal Pequeno. Me levou na casa de Mestre Pastinha. Tinha um salinha pequenininha. Pastinha tava lá já sentado. Tinha um outro senhor lá sentado. João falou: "Pastinha, esse rapaz quer aprender capoeira aqui".

    [..]

    Depois João Pequeno treinou também comigo... Depois [em 1955] mudamos pro Pelourinho, 19. Começou aula direto lá.

    Em Brotas era um lugar para treinar... uma academia não, era um espaçozinho. Não era a casa dele não. Ele morava na Cidade de Palha.

    [..]

    Depois de um ano, em 1954, fui ver a festa de Bom Jesus dos Navegantes, na Boa Viagem.»

    Castro, 2007

    Estuda mais sobre M João Grande aqui



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