• Gentio do Ouro a Manaus
     Família com Índia Mansa do tribo Juçara




    A estória

    «Tirei 3 anos e seis meses no bando de Horácio de Matos. O último fogo que eu dei, foi em Serra do Gentio do Ouro.

    Quando foi meia noite de um dia, que a gente estava no rancho esperando a polícia, eu sonhei com a alma de meu pai, me pedindo prá que eu saísse daquele meio. Quando acordei, atendi o pedido. Corri o rancho todo, estava todo mundo dormindo, cheguei no caixão de balas, enchi as duas capangas e fugi. Meti a mariana* nas costas e fugi do bando.

    Fui prá Manaus. Aí achei que estava perto do bando. Com medo deles me descobrirem fui até Rio Branco, que naquela época era o Território do Acre. Hoje é Capital. Mas, assim que cheguei em Rio Branco, estava dando mosquitagem, atacava febre, tifo... Voltei prá Manaus. Em Manaus contruí família com a Índia Mansa da Tribo Juçara. Construí dois filhos com ela. Quando eu estava muito bem com a Índia, (prá mim eu estava cumprindo uma missão), tive a notícia que os Revoltosos partiam de dentro do Ceará.»

    * sacola que o catingueiro usa pra colocar seus troços.

    M Cobrinha Verde em dos Santos, 1991

    Três anos e seis meses depois de ter entrado no Bando, teve um sonho em que seu pai pedia que abandonasse aquela vida de jagunço. Acordou no meio da madrugada e fugiu do bando. Foi para Manaus, onde chegou a "construir família" com uma índia, com quem teve dois filhos.

    Castro, 2007



    Gentio do Ouro a Manaus

    1928


    Manaus

    • Manaus, 1928

    Manaus, 1928


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